Pense e Viva

Você não é um gafanhoto!

“Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos”. (Números 13:33)

O povo de Israel se aproxima da promessa. A tão desejada terra prometida está cada vez mais perto. É hora de colocar os olhos nela, antes de colocar os pés.

Deus manda Moisés enviar homens para espiar a terra. Ele obedece e envia seus espias com a missão de trazer um relatório sobre o local, e uma “amostra” do fruto dessa terra que eles tinham a promessa de possuir: “Enviou-os, pois, Moisés a espiar a terra de Canaã; e disse-lhes: Subi por aqui para o lado do sul, e subi à montanha:
E vede que terra é, e o povo que nela habita; se é forte ou fraco; se pouco ou muito.
E como é a terra em que habita se boa ou má; e quais são as cidades em que eles habitam; se em arraiais, ou em fortalezas.
Também como é a terra, se fértil ou estéril; se nela há árvores, ou não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da terra. E eram aqueles dias os dias das primícias das uvas”.
(
Números 13:17-20)

Eles voltaram depois de quarenta dias, e diante de Moisés e de toda a congregação, relataram tudo o que viram, e mais do que isso, expuseram a sua própria opinião sobre o futuro. Seu relato não foi animador, embora tivessem trazido um cacho de uvas que necessitava de dois homens para carrega-lo (Números 13:23), os espias, com exceção de Josué e Calebe, voltaram totalmente abatidos e desanimados, certos de uma derrota futura devido às cidades fortificadas e ao tamanho dos homens que viram e que haveriam de enfrentar para tomar posse da promessa.

Foram dominados por um espírito de inferioridade que os fazia ver a si mesmos como gafanhotos, quando comparados com os futuros adversários.

O tamanho do fruto da terra não foi suficiente para animá-los, mas o tamanho dos adversários causou neles um espanto tal que eles afirmavam ser uma loucura lutar por aquela conquista.

Aqueles homens voltaram derrotados, antes mesmo de começar a lutar!

Esqueceram-se da promessa que Deus havia feito. Deus nunca disse que eles não teriam que lutar para conquistar Canaã, mas disse que lhes faria vencer, que eles conquistariam a terra e que os povos seriam por eles subjugados.

Mas entre o que Deus disse e o que eles viram, preferiram acreditar nos seus olhos. Ao olhar para os adversários, viram um obstáculo grande demais para ser vencido, e ao olhar para si mesmo, se acharam incapazes, pequenos demais diante daquele desafio.

A inferioridade é um sentimento extremamente nocivo. Vitórias deixam de ser alcançadas por causa dela; promessas deixam de ser cumpridas, não porque Deus se enganou ou se arrependeu, mas porque é mais fácil confiar mais naquilo que vemos do que naquilo que Deus disse que fará.

Os nossos olhos físicos enxergam somente a realidade do momento, o tamanho do obstáculo. Eles enxergam o gigante de pé, pronto para nos destruir; nunca enxergarão o gigante caído diante de nós, porque isso só é possível se enxergar através dos olhos da fé.

A realidade muitas vezes é assustadora, é verdade. Não podemos subestimar as circunstâncias nem desprezá-las, mas não devemos ser condicionados por elas. A realidade pode até nos assustar, mas nunca nos destruir antes de lutar. Humanamente falando, muitas vezes não temos a menor chance de vitória, diante de algumas batalhas somos infinitamente limitados, e não temos a mínima condição de vencer pelas nossas próprias forças. Mas é exatamente esse o ponto! A vitória não virá porque somos mais fortes, a vitória virá porque cremos na promessa de Deus e no Deus da promessa!

Aos seus próprios olhos você pode se ver como um gafanhoto, mas aos olhos de Deus você é um guerreiro, e é assim que Ele quer que você passe a se enxergar; não por causa das suas habilidades ou forças, mas porque Ele está contigo hoje e estará sempre, te ajudando em qualquer batalha que você enfrentar.

Lembra-se de Davi? Um menino enfrentando um gigante. Davi não tinha a mínima condição de ganhar aquela batalha, mas ele não se deixou vencer pela inferioridade, porque ele conhecia o Deus de Israel. Essa era a sua arma mais poderosa, a sua fé no Senhor. Quando Davi parte para a batalha ele declara ao gigante: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel”. (
1 Samuel 17:45,46)

O final dessa história você já conhece. Davi não tinha problemas de inferioridade, não olhou para as suas limitações nem foi contagiado pela inferioridade de outros, ele conhecia a grandeza do seu Deus, e isso fez dele o rei mais vitorioso e respeitado da história de Israel.

Mas muitos são derrotados por esse gigante, chamado inferioridade. Ele não está nas adversidades, nem nos obstáculos, ele está dentro de nós.

A inferioridade contamina! É mais fácil uma pessoa derrotada desanimar os outros do que ser animada por alguém. O relato dos espias fez com que toda a congregação se voltasse contra Josué e Calebe a ponto de querer apedrejá-los por eles confiarem na promessa de Deus e insistir que valeria a pena lutar.

A inferioridade aumenta o tempo do seu deserto! A travessia do deserto deveria durar quarenta dias, e esse foi o tempo que os espias passaram espiando a terra, mas por causa do relato que desanimou todo o povo, Deus determinou que cada dia fosse transformado em um ano, e que eles passariam quarenta anos nesse deserto para aprender a confiar Nele.

A inferioridade mata a fé e as promessas! Nenhum daqueles homens e mulheres, com exceção de Josué e Calebe, que saíram do Egito rumo à terra prometida, alcançaram a promessa. Todos morreram no deserto. Josué e Calebe tomaram posse de Canaã por que eles não deram crédito para os gigantes, deram crédito para Deus: “Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim.
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros.
Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes;
Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num”. (
Números 14:27-30)

Que tipo de batalha você têm enfrentado? Qual é a barreira que você tem que ultrapassar? Qual é o desafio que você precisa vencer? Não se deixe vencer pela inferioridade: quando você não pode, o teu Deus pode!

Não deixe que a inferioridade de outros te faça temer, entre o que os outros dizem e o que Deus diz, fique com a segunda opção.

Diga ao gigante que o teu Deus é maior do que Ele. Não diga á Deus que você tem um grande problema, diga ao problema, que você tem um grande Deus!

Não deixe o tamanho do desafio, sufocar a tua fé; olhe para o tamanho do fruto do que Deus te prometeu.

Mate a inferioridade e você não morrerá!  Viverá para ver as promessas de Deus se cumprir na tua vida e para desfrutar delas.

Você não é um gafanhoto! Você é um vencedor!

Pense nisso e ponha em prática.

Que o Senhor Jesus te abençoe.

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