Pense e Viva

Isso é Problema Meu!

Senior man trying to blow out bag of money on fire --- Image by © C.J. Burton/Corbis

Certamente você já ouviu alguma vez a seguinte frase: “isso é problema meu e ninguém tem nada com isso”. Muitas vezes, dependendo do assunto em questão, a frase pode vir acompanhada de expressões como: É com o meu dinheiro! A vida é minha faço dela o que eu quiser! Não me intrometo na vida de ninguém e não quero que se intrometam na minha!

Temos que tomar decisões todos os dias, das mais simples as mais complexas, e muitas vezes não nos damos conta do quanto nossas escolhas irão afetar a nossa própria vida e a vida das pessoas ao nosso redor. Quando acertamos, beneficiamos muita gente envolvida no mesmo ambiente ou no mesmo propósito; mas quando tomamos a decisão errada, o problema nunca será só nosso.

Precisamos avaliar com maior profundidade o alcance de nossas decisões. O fato de sermos “dono do nosso próprio nariz” ou não depender do dinheiro nem da opinião de outros para determinar certas atitudes, não faz de nós donos da verdade. Também precisamos lembrar que vivemos em sociedade, e fazemos parte de um todo que pode ser afetado pela atitude de um único indivíduo. Atos irresponsáveis sempre trarão problemas para outros, que em muitos casos não têm nada haver com quem tomou a decisão.

Minhas escolhas afetam o meu próximo. Quantas pessoas inocentes perderam a sua vida em acidentes provocados por alguém que elas nem conheciam, mas que decidiram beber e dirigir porque “estavam bebendo com o dinheiro delas e ninguém tinha nada haver com isso”. Quantos pais perdem dias de trabalho acompanhando seus filhos em hospitais porque estes escolheram desobedecer. Esses são apenas alguns exemplos de que uma decisão sempre afetará dois lados da história.

Estamos próximos de mais uma eleição, e este é um terreno onde essa verdade se aplica com muita constância. Alguns votam como quem cumpre uma obrigação, outros veem no direito de votar uma oportunidade para lucrar, há ainda os que usam as urnas para ecoar sua voz de protesto, mas poucos são os que enxergam a real importância do que estão fazendo quando confirmam o seu voto. A bíblia fala sobre isso no livro de Provérbios: “Quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Provérbios 29:2)

Mas quando falamos de “governo” não estamos nos referindo somente á área politica, mas á todas as áreas de nossa vida e da sociedade. Exercer governo é o mesmo que tomar decisões, é decidir o que deve ser feito, da forma que deve ser feito, no momento que deve ser feito. Por isso é necessário medir as consequências de nossas escolhas; decisões “desgovernadas” acabarão causando acidentes que envolverão outras pessoas.

Há um ditado que diz que “a minha liberdade vai até aonde começa a privacidade do outro”. Cada vez que penso somente em mim, acabo invadindo o território de alguém. Sempre que tiver uma atitude egoísta, estarei gerando consequências que não conseguirei resolver sozinho. Na hora de agir, posso não pensar nos outros, mas na hora de resolver o problema, terei que buscar ajuda daqueles que não consultei ou não ouvi quando decidi fazer o que fiz. O estrago se faz sozinho, mas o conserto demanda ajuda.

Por isso Provérbios diz: “quando o justo governa, o povo se alegra”. Decisões justas sempre trarão paz e alegria. Decisões justas nunca são tomadas olhando para o próprio umbigo, mas olhando ao redor e medindo o impacto que elas trarão sobre o ambiente e as pessoas que ali convivem. Por isso estamos vivendo essa crise política e moral em nosso país, porque os governantes governam para si e não para o povo. Decisões justas não devem ser tomadas a partir de um senso de justiça próprio, mas a partir do padrão da justiça de Deus.

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam”. (Isaías 64:6)

O nosso padrão é Deus. Ele entregou o seu próprio filho para morrer por nossos pecados, fomos justificados pela morte de Cristo na cruz do calvário.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5:21)

Esse é o exemplo a ser seguido, nossas escolhas e decisões deveriam passar primeiramente pelo exemplo e pela aprovação de Cristo. Cada vez que eu e você decidimos algo pensando somente em nós mesmos, ainda que nos autodenominemos “cristãos”, estamos fazendo o contrário do que Jesus fez.

Mas há algo ainda mais importante a ser destacado. Para que nossas decisões sejam corretas, primeiramente temos que decidir a quem entregaremos o governo de nossa própria vida. Se quisermos imitar as atitudes de Cristo, temos que ser dirigidos pelo mesmo Espírito que Ele seguiu: “E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele”. (João 1:32)

O Espírito Santo não apenas “desceu” sobre Jesus, mas também “repousou” sobre Ele. Repousar significa “encontrar lugar para descansar”. Jesus não vivia sem pecar porque era Deus, Jesus vivia longe do pecado porque era cheio do Espirito Santo e Sua vida era dirigida por ele.

Esta é a primeira e certamente a mais importante decisão que devemos tomar: Quem governará a nossa vida? Nossas decisões serão baseadas em quem? Qual o padrão definirá nossas escolhas?

Decidir quem governará a nossa vida definirá um padrão para nossa tomada de decisões, e as nossas decisões definirão onde passaremos a eternidade.

Sem que você tivesse escolhido, Jesus decidiu morrer pelos teus pecados. Por causa da decisão Dele, você pode viver eternamente. A partir do momento que você descobre isso, suas decisões deixam de ser apenas um problema seu, e passam a ser também um problema Dele.

Por isso, da próxima vez que você tiver que decidir algo, pergunte a Ele como agir. Se você seguir o conselho Dele, certamente sua escolha trará alegria e paz.

Pense nisso e ponha em prática.

Que o Senhor Jesus te abençoe.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Alguns campos com * são obrigatórios.








AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na leitura acima, democrática e respeitosamente. Para utilizá-lo, você deve estar logado no Facebook. Comentários anônimos (perfis falsos ou não) ou que firam leis, princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas podem ser excluídos caso haja denúncia ou sejam detectados pelo site. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, entre outros, podem ser excluídos sem prévio aviso. Caso haja necessidade, também impediremos de comentar novamente neste site os perfis que tiveram comentários excluídos por qualquer motivo. Comentários com links serão sumariamente excluídos.