Pense e Viva

Independência ou Morte!

O dia amanheceu em marcha lenta. Indústrias, colégios e a maioria das lojas do comércio não abriram as suas portas, as ruas quase desertas sinalizavam que algo não estava normal para uma quarta-feira, o país fazia uma pausa na sua rotina para comemorar o aniversário da sua independência. Há exatos 194 anos, às margens do riacho Ipiranga, Dom Pedro proclamava o famoso brado de liberdade: “Independência ou Morte!”, tornando o Brasil livre do domínio de Portugal.

Liberdade sempre foi um dos maiores desejos da humanidade. O homem a muito anseia por ela, mas nem sempre sabe o que fazer quando ela lhe é concedida. Desde pequenos queremos ter nossa “independência”, queremos ser “donos do nosso próprio nariz”, poder decidir o que e quando fazer. Crescemos á espera da maioridade, romantizando um mundo de paz e amor, sem perceber que toda liberdade traz consigo um peso de responsabilidade.

Liberdade sem responsabilidade chama-se libertinagem. A libertinagem é a extrapolação, é o abuso da liberdade.

O uso da liberdade implica riscos e o mau uso dela têm feito muitos escravos. Por extrapolar os limites, homens e mulheres, jovens e adultos, são escravizados por vícios, são dominados por desejos e fraquezas que nasceram na liberdade das suas próprias escolhas. Nossa vida é feita de escolhas, a liberdade nos dá o direito de escolher, mas não nos isenta das consequências.

Por isso, seria prudente atentarmos para as palavras do apóstolo Paulo na sua primeira carta aos Coríntios: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.
(1 Coríntios 6:12)

Saber que “podemos” escolher é tão importante quanto saber se “devemos” escolher. Antes de fazer uso da nossa liberdade devemos analisar se ela não roubará a nossa independência, pois tudo aquilo que nos domina nos faz dependentes.

A única dependência que nos fará bem é a dependência de Deus. Essa não é exercida pela força ou pelo domínio, ela acontece por amor, no uso da liberdade que o próprio Deus nos concedeu, no livre arbítrio a nós oferecido. Podemos escolher nos submeter à vontade Dele ou seguir fazendo nossas próprias escolhas. Viver dependente da vontade Dele nos tornará livres para sempre, a vontade Dele é sempre boa, perfeita e agradável.

 “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12:2)

Precisamos passar por um processo de renovação do nosso entendimento. O padrão que o mundo criou não é o mesmo padrão criado por Deus. A história já demonstrou que o homem não consegue preservar a sua liberdade longe de Deus.

O primeiro ato de proclamação de independência aconteceu no Jardim do Éden. Adão e Eva estavam diante de uma escolha: obedecer a Deus ou desobedecer Sua orientação. Eles tinham liberdade para fazer essa escolha. Deus não colocou um anjo para impedir que eles apanhassem o fruto da árvore proibida, tampouco a cercou com fogo, apenas deu-lhes a ordem para que não tocassem nela, deixando-os livres para exercer a liberdade que tinham.

Você sabe qual foi o resultado, até hoje o mundo colhe as consequências dessa opção. Fazendo uso da liberdade que tinha, o primeiro homem escolheu desobedecer á Deus. O mau uso da liberdade os tornou escravos daquele que os enganou. Todo domínio e autoridade que Deus havia dado ao homem foram entregue a satanás, isso fica claro quando o diabo tenta seduzir Jesus a cometer o mesmo erro: E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero”. (Lucas 4:6)

Longe de Deus o homem nunca será livre. A verdadeira liberdade consiste em ser dependente Daquele que com seu amor nos fez e nos mantém livres.

 “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. (Gálatas 5:1)

A humanidade continua sua busca por independência e o diabo continua enganando a muitos. Fantasiada de liberdade, a libertinagem tem feito suas vítimas, o homem continua usando a sua independência para se tornar escravo.

Para alguns o brado “independência ou morte” transformou-se em “independência e morte”. Mas para os que os que são dependentes por opção, a liberdade nunca termina. Submeter-se à Cristo nos torna livres de toda e qualquer dependência que ameace nos escravizar.

 “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (João 8:36)

Jesus está esperando pelo seu brado. Se você clamar, Ele virá para romper os grilhões e as amarras que te prendem e te devolver a verdadeira liberdade.

Não espere mais, você é livre para escolher, escolha ser livre!  Que a sua única dependência seja o amor Dele.

Pense nisso e ponha em prática.

Que o Senhor Jesus te abençoe.

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