Pense e Viva

A Escolha é Sua

Mais um domingo de eleições. Alguns lugares ainda esperam o segundo turno para conhecer quem comandará a sua cidade nos próximos quatro anos, vereadores foram escolhidos pelo voto do povo para ajudar a fiscalizar essa administração. Na teoria tudo perfeito, na prática, só o tempo dirá. Se todos os candidatos eleitos cumprirem um terço do que prometeram, as cidades crescerão de forma organizada e planejada, a violência e a criminalidade diminuirão, os índices de desemprego cairão e a economia começará a reagir.

Mas sabemos que dificilmente tudo isso acontecerá. Por mais boa vontade que possa existir, nem sempre aquilo que se promete está ao alcance de quem prometeu. A prática é bem diferente da teoria, na teoria tudo é perfeito, na prática a conversa é outra. Mas mesmo assim temos que escolher, temos que votar em alguém para nos representar, votar não é uma obrigação, é um direto do cidadão, embora o número de abstenções e votos nulos mostre que essa ordem está se invertendo. A questão que desejo abordar nesse texto não é a índole dos candidatos nem as suas promessas de campanha, mas sim a expectativa que se cria em torno de um candidato.

O mundo sofre de um problema muito antigo chamado “transferência de responsabilidade”, que eu particularmente intitulo de “síndrome de Adão”. Deus deu uma ordem a Adão para que não comesse do fruto de uma determinada árvore, sua mulher foi seduzida pela serpente e comeu do fruto convencendo-o a comer também. Quando Deus questionou Adão sobre o ato de desobediência, Adão respondeu a Deus: “Foi a mulher que tu me deste”. Desde então, o ser humano sempre busca alguém para transferir a culpa dos seus erros e da sua falta de atitude. É muito comum transferir para alguém a responsabilidade de fazer algo que nós mesmos deveríamos fazer. Aquilo que é nossa obrigação não pode ser delegado a outros, mas infelizmente, isso é o que mais acontece.

Homens e mulheres têm falhado no cumprimento do seu papel como pais e como cidadãos, cobrando de outros, aquilo que eles mesmos deveriam fazer. Não quero com isso defender os políticos, até porque está difícil encontrar um que seja digno de ser defendido, mas mostrar que existem situações em que não devemos esperar nada deles.

Um exemplo disso está nas escolas. Há pais que não educam seus filhos e querem que a escola exerça esse papel. Escola não “educa”, escola “ensina”. Há uma grande diferença entre ensinar e educar. O papel de educar é responsabilidade dos pais, mas em muitos casos é transferido para os professores, e quando o resultado não é o esperado, adivinha de quem é a culpa? Os professores recebem a culpa por não “educar” uma criança que nunca recebeu um conselho dos pais, que cresceu diante de uma televisão sendo doutrinado por programas infantis que formaram nela um padrão de rebeldia e violência.

Há pais que transferem para uma autoridade espiritual a responsabilidade de “endireitar” seu filho adolescente, que ele não teve tempo para perceber que estava “entortando”. E se a mudança não acontece, o culpado é o “sem unção” que não conseguiu fazer aquilo que ele mesmo deveria ter feito.

Pais babacas criam filhos babacas. Pais ausentes criam filhos rebeldes.

A sociedade está cheia de gente sem compromisso que não tem atitudes de mudança, que passa a vida inteira culpando os políticos, os professores, os pastores e até o diabo; essa por sinal é uma característica marcante na vida dos crentes sem compromisso… A culpa sempre é do diabo.

A origem desse problema está numa escolha. Não na escolha de um candidato, nem na escolha de um colégio, muito menos na escolha de uma igreja, mas na escolha de quem eu e minha casa serviremos.

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24:15)

Escolher um governante para uma cidade, um estado ou uma nação é muito importante, mas nada se compara a escolher quem será o seu Deus.

Há coisas que nem mesmo o melhor governante poderá fazer por você. Um bom governante pode fazer muitas melhorias no seu bairro e na sua rua, mas não pode mudar o teu coração. Um bom governante pode construir hospitais muito bem equipados, mas não poderá livrar ninguém da morte quando for necessário um milagre, um bom governante pode pavimentar muitas vias públicas, mas nunca conseguirá criar uma estrada que leve alguém para o céu. Há coisas que só Deus pode fazer pelo homem.

Eleger o Deus da bíblia como seu Deus e viver conforme a vontade Dele fará com que as mudanças aconteçam primeiramente em você, depois nos seus e nos que fazem parte do seu dia a dia. Ele nos escolheu primeiro: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”. (João 15:16)

Ele já fez a sua escolha! Diferentemente dos políticos, Jesus cumpriu sua promessa antes mesmo de receber os “votos”.  Entregando a Sua própria vida, nos constrangeu com o Seu amor. Agora Ele espera pela escolha da humanidade, Ele não almeja um cargo político nem um alto salário, o que Ele quer é poder direcionar a tua vida para que você permaneça no caminho correto mesmo quando os políticos falharem.

Onde passar a eternidade? A escolha é sua, ninguém pode “votar” no seu lugar. Se você escolher errado, não poderá culpar seus professores nem seu pastor ou seu candidato preferido. Não demore, estamos de passagem nessa terra, não seremos eternos aqui. No céu não haverá políticos, nem eleições ou eleitores, lá estarão os eleitos, aqueles que foram escolhidos por Ele e deram um “confirma” no Seu chamado.

Pense nisso e ponha em prática.

Que o Senhor Jesus te abençoe.

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