Pense e Viva

A Brevidade da Vida

A morte chega para todos. Sem distinção de classe social, cor ou credo, o que muda é a forma como ela se apresenta. Para alguns ela chega sem avisar, para outros, demonstra indícios de que sua chegada está próxima, mas é certo que todos nós um dia a enfrentaremos.

A única certeza que temos ao nascer, é que um dia morreremos. E outra verdade desconfortável é que, mesmo que saibamos disso, nunca estaremos preparados para a sua chegada.

Na semana que passou o país acompanhou com perplexidade e tristeza a morte do ator de novelas que perdeu a sua vida depois de mergulhar nas águas do Rio São Francisco. A morte deixa atrás de si um rastro de dor e saudades, interrompe sonhos e projetos, e gera profundas reflexões. Qual o verdadeiro sentido da vida? Como devo viver durante minha passagem nessa terra?

Vivemos num mundo ganancioso onde o “ter” passou a ser mais importante do que o “ser”. Acumular bens materiais passou a ser sinônimo de sucesso e ostentar se transformou no meio de divulgação deste “sucesso”. O homem esqueceu que um dia morrerá e não levará nada disso com ele. Em busca de conquistas, o homem muitas vezes se esquece de viver. Devemos lutar e conquistar, mas sem perder a verdadeira essência da vida. Aquilo que temos não determina o que realmente somos.

Steve Jobs, o todo poderoso da Apple, conquistou quase tudo que a vida poderia oferecer a uma pessoa bem sucedida. Humanamente falando,  foi um homem vitorioso e um exemplo de competência e dedicação. Mas no final de sua vida, em seu leito de morte, ele expressa através de suas próprias palavras que suas vitórias materiais não foram as mais importantes: “Cheguei ao topo do sucesso nos negócios”. Aos olhos dos outros, minha vida tem sido símbolo de sucesso. No entanto, além do trabalho, tenho pouca alegria. Enfim, minha riqueza é simplesmente um fato ao qual estou acostumado. Neste momento, estou na cama de um hospital lembrando de toda minha vida e percebo que todos os elogios e riquezas dos quais estava tão orgulhoso tornaram-se insignificantes na iminência da morte. No escuro, quando vejo a luz verde e escuto o ruído do equipamento de respiração artificial, posso sentir a respiração da morte se aproximar. Só agora entendo que, uma vez que você acumular dinheiro suficiente para o resto de sua vida, devemos seguir outros objetivos que não estão relacionados ao dinheiro. Histórias de amor, arte, sonhos de infância… Não deixar de perseguir a riqueza só pode tornar alguém fracassado, assim como eu. Fomos criados de forma que possamos sentir amor no coração e não ilusões construídas pela fama ou dinheiro, como fiz em toda minha vida e não posso levar comigo. As únicas coisas que posso levar são as lembranças que o amor fortaleceu. Esta é a verdadeira riqueza que te acompanhará, lhe dará força e luz para ir em frente. O amor pode viajar milhares de quilômetros e assim a vida não tem limites. Vá para onde queira ir. Esforce-se para alcançar objetivos. Tudo está em seu coração e em suas mãos. Sabe qual é a cama mais cara do mundo? A de um hospital. Se você tem dinheiro, pode pagar alguém para dirigir seu carro, só que não pode pagar alguém para sofrer sua doença. Os bens materiais perdidos, podem ser encontrados. A única coisa que você não reencontra depois de perder é a vida. Seja qual for a fase da vida em que estamos agora, no final, teremos de enfrentar o dia em que as cortinas se abaixam. Valorize o amor pela sua família, pelo seu companheiro, pelos seus amigos… Trate-se bem e cuide do próximo.”

Não sabemos quando a morte nos chamará, mas sabemos como devemos viver. Fazer o melhor de acordo com as nossas possibilidades, esgotar todas as reservas de dedicação e esforço, amar e servir a todos quantos vierem até nós e viver cada dia como se fosse o último de nossa vida. A bíblia nos recomenda isso: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”. (Eclesiastes 9:10)

A hora é agora. Trabalhe, lute, conquiste… Mas desfrute disso: “Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus”. (Eclesiastes 2:24)

Mas há algo ainda mais importante para saber enquanto temos tempo: para onde vamos depois que partimos dessa terra? Antes de responder a essa pergunta, é necessário que você responda outra: Em quem você crê?

Saber em quem creio mostra para onde vou e como devo viver enquanto esse dia não chega. Jesus nos diz em quem devemos crer: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto”?
(João 11:25-26)

Ele nos dá a sua palavra, Ele é a ressurreição e a vida eterna. Mas Ele também nos faz uma pergunta: “Crês tu isto”? Ele garante que fará a sua parte, que convenhamos é a mais difícil, e nos dá uma tarefa bem mais simples: crer!

A morte nos causa tanta dor e desespero porque vivemos como se tudo se resumisse a essa vida. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. (1 Coríntios 15:19)

A dor da separação de quem amamos é indescritível, mas a esperança de nos encontrarmos com eles na eternidade serve como um bálsamo sobre essa dor. Crer nas palavras de Jesus nos faz viver com outra perspectiva, a morte deixa de ser um “adeus” e passa a ser um “até breve”.

A morte não é o fim, mas um novo começo para aqueles que estão em Cristo Jesus. Ela encerra uma etapa da vida para que outra comece. Não somos seres carnais vivendo uma experiência espiritual, somos serem espirituais vivendo uma experiência carnal. Um dia voltaremos para o lar: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14: 1-3)

Não sabemos quando partiremos, mas sabemos o que devemos fazer: Viver!  Faça o que tiver que ser feito hoje, amanhã talvez não haja mais tempo: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”.
(Tiago 4: 13-15)

Como diz o velho ditado: “para morrer, basta estar vivo”.

Pense nisso e ponha em prática.

Que o Senhor Jesus te abençoe.

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